No passado dia 11 de Fevereiro de 2022 realizou-se em Coimbra o 8º Encontro Nacional pela Justiça Climática que contou com a presença da Equipa JustFutures. Foi um dia extremamente interessante onde vários grupos ativistas puderam partilhar e refletir acerca do estado da ação climática em Portugal.
Na edição de janeiro da Nature Climate Change, volume 13, Anabela Carvalho publicou um comentário enfatizando como os discursos importam nas alterações climáticas e o seu potencial para criar futuros alternativos. O comentário completo pode ser lido aqui.
No passado dia 12 de dezembro foi para o ar uma entrevista no âmbito da rubrica Ciência, na Antena 2, com a investigadora principal do projeto, Anabela Carvalho. A investigadora teve a oportunidade de apresentar a relevância do projeto JustFutures no panorama nacional. Apresentou também alguns resultados do mapeamento do movimento climático, e as tarefas ainda em curso. Estas são: a análise dos discursos dos grupos de ativismo climático, análise da representação destes grupos nos media tradicionais, criação de grupos de discussão com jovens de como perspetivam as alterações climáticas e um estudo etnográfico que acompanha os grupos do movimento climático jovem.
As investigadoras do projeto JustFutures, Daniela Ferreira da Silva e Tânia R. Santos, apresentaram os seus trabalhos no VIII Congresso Internacional sobre Culturas que se realizou em Braga, no ICS-Universidade do Minho de 5 a 7 de Dezembro. Tânia R. Santos integrou o grupo de trabalho “Jornalismo, (in)visibilidades e ativismo” onde apresentou a análise da representação televisiva do ativismo climático jovem. Daniela Ferreira da Silva apresentou uma análise sobre os usos da ciência na comunicação dos jovens ativistas climáticos nas plataformas digitais inserida no grupo de trabalho “Literacia mediática, ativismos e novas tecnologias”.
No dia 8 de novembro o Relatório sobre Ativismo Climático em Portugal realizado pela equipa JustFutures foi divulgado pelo jornal Público. Anabela Carvalho, a investigadora principal entrevistada para esta notícia, reflete sobre o levantamento feito dos grupos de ativismo climático em Portugal atendendo à sua diversidade. A divulgação foi integrada no novo projeto de informação do jornal, Azul, que pretende discutir assuntos relacionados com o ambiente e a sustentabilidade.
Segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) e do grupo editorial Elsevier, Anabela Carvalho, a investigadora responsável deste projeto, faz parte da lista “World’s Top 2% Scientists 2022” que inclui 200 mil cientistas, sendo 763 deles investigadores em Portugal. Mais informações aqui.
Anabela Carvalho apresentou “Ativismo juvenil sobre as alterações climáticas: analisando visões sobre política e transformação social” durante a 9ª Conferência Europeia de Comunicação que decorreu em Aarhus, Dinamarca, de 19 a 22 de outubro. Anabela Carvalho discutiu as visões socioambientais de jovens grupos ativistas climáticos, bem como as visões de democracia que estão a ser construídas, especificamente, pelo Climáximo, Greve Climática Estudantil e LIDERA a Década do Clima.
A 13 de Outubro a Daniela Ferreira da Silva apresentou nas IX Jornadas Doutorais do CECS na Universidade do Minho em Braga. O trabalho apresentado incidiu sobre parte do seu doutoramento explorando a “Evocação de ciência pelos ativistas climáticos: uma lacuna no conhecimento”. A investigadora discutiu o processo que levou a identificar uma lacuna na investigação cientifica e como irá abordá-la através de uma análise critica sobre forma como os ativistas climáticos evocam a ciência na sua comunicação.
No passado dia 11 de outubro Daniela Ferreira da Silva apresentou no Seminário Ativismos Digitais em Diálogo, que decorreu na CICSNOVA em Lisboa, o trabalho desenvolvido sobre “Usos das plataformas digitais na comunicação sobre alterações climáticas – um olhar sobre o movimento climático jovem em Portugal”. Neste encontro a investigadora teve a oportunidade de discutir a diversidade de usos e estratégias de comunicação nas plataformas digitais; por parte dos ativistas jovens portugueses, em particular pela Greve Climática Estudantil e pelo Extinction Rebellion (que emergiram entre 2018/2019), como também por duas iniciativas nacionais, o Climáximo (o grupo mais antigo, 2015) e o Lidera a Década do Clima (2020).
No dia 23 de setembro, Maria Fernandes-Jesus, com a colaboração de Carla Malafaia, fez uma apresentação sobre “Youth voices for climate justice: activists articulating and envisioning futures” durante a Conferência Internacional de Psicologia Comunitária em Nápoles, que decorreu de 21 a 24 de Setembro. Esta apresentação foi integrada no simpósio “Promoting social justice engagement between powers and privileges”.
Dora Rebelo também ajudou a dinamizar um workshop colaborativo durante esta conferência intitulada “Community Psychology and Migrant Justice” onde se discutiu a complexidade social associada às injustiças migratórias.